Gosto de observar o céu. Tanto o dia quanto a noite possuem particularidades que atraem os meus olhos e despertam minha imaginação. Por exemplo as nuvens. Elas estão acima de nós quase o tempo todo e quase nunca as percebemos. Mas é tão bom ficar observando as nuvens mudarem de forma, perder a noção do tempo com uma brincadeira tão inocente...
Sei que é fisicamente impossível, mas gosto de imaginar qual seria a sensação de se estar dentro de uma nuvem. Uma "bolsa" de água condensada flutuando pelos céus. Talvez seja como sair de um longo banho quente, tudo ao redor embaçado e úmido, porém em proporções indescritivelmente maiores.
É interessante a maneira como elas se movem, se unem e se separam tão delicadamente, nunca ficam paradas. Por mais imperceptível que seja, estão sempre se organizando nos formatos mais curiosos, se sobrepondo em diversas camadas...
Parecem tão delicadas, movem-se por qualquer brisa, bailam no céu como se nada mais importasse. Mas é quase inacreditável que aquelas nuvens aparentemente inofensivas e tão frágeis são capazes de se unir e deixar o céu completamente cinza.
Gosto de pensar que essa foi a maneira encontrada por elas para serem finalmente notadas por nós, quando abandonam aquela face amigável e se tornam ameaçadoras.
Gosto de pensar que essa foi a maneira encontrada por elas para serem finalmente notadas por nós, quando abandonam aquela face amigável e se tornam ameaçadoras.
Na maioria das vezes elas são pacíficas, como quando resolvem embelezar os fins de tarde. O modo com que os raios do sol poente atravessam as nuvens provoca um efeito surreal hipnotizante, digno de filmes, que arranca os sorrisos e olhares mais sinceros de qualquer pessoas. As nuvens são mais um dos incontáveis mistérios do universo que me fascinam, mas é melhor parar por aqui, pois posso estender esse assunto por tanto tempo quanto a vida de uma estrela.
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