Aqui nesse mesmo banco, aqui nesse mesmo jardim, sentada observando o horizonte, pensamentos passam em minha mente como folhas caindo das árvores no outono, como um filme de cenas soltas, sem lógica e sem cronologia.
Mas sempre no mesmo banco do mesmo jardim, assim como faço todos os dias, percebo que nenhum dia é igual ao outro, nada acontece duas vezes.
Gosto de observar as borboletas. Gosto de metáforas. E as borboletas, penso eu, são a melhor metáfora que pode se fazer da vida em seu todo.
Agora entenda porquê: ninguém gosta de lagartas, elas não são bonitas e comem as plantas das quais as pessoas tanto gostam. Mas quando se isolam do mundo, constroem um casulo e ficam lá por dias e dias, ninguém percebe sua ausência.
Mas um belo dia, ao sair do isolamento já com belas asas, podendo voar livremente e aproveitar sua breve existência, os humanos ficam admirados com sua beleza e exclamam: Vejam que lindas as borboletas!
Podemos conseguir diversas metáforas do ciclo metamórfico das lagartas, algumas dessas as quais citarei futuramente, outras, que você próprio vai obter depois de pensar um pouco no assunto...
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